segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

-"Flores..em homenagem aos que estão de luto..."

Queria saber como consolar os que ficaram saudosos, porque amigos e familiares queridos morreram nestas tragédias, causadas por este desequilíbrio na natureza...
 Mando-lhes algumas flores , porque as palavras se calam diante das tragédias.

 E as flores... foram elas que, numa época em que eu estava a 1000 km. dos familiares e amigos, e sentia saudades e solidão, me fizeram voltar a crer que deveria haver um significado para as coisas e que tudo
deveria valer a pena! 


Admirar as flores, num estado de "silencio" , era como estar em prece ou meditação, e sentir a presença de Deus, do modo como eu podia crer, ao meu lado!

  Que a presença de Deus se faça viva no coração daqueles que, mais do que nunca, precisam agora da certeza de que seus filhos, amigos e familiares queridos, não estão sozinhos... estão de alguma forma, mais próximos das criações belas e perfeitas, do Criador (seja Ele como for).
Meu carinho a todos os que hoje e sempre, sentem a dor da perda de um ente querido.
Vera.

sábado, 2 de janeiro de 2010

- " Minha Amiga Beija-Flor..."


Tenho de contar-lhes uma história... Há 2 anos atrás, no meu quintal, percebi que um beija-flor vinha visitar meu hibisco vermelho.
 Então, no final da tarde, quando eu ia molhar as plantas e o via por perto, falava com ele. Eu adoro beija-flores. Era verão..muito calor.. e o pássaro começou a se aproximar e vinha tomar banho " de esguicho", a cada vez que eu molhava as plantas e o chamava.
 Em pouco tempo, ele começou a fazer um ninho. Ah! era uma femea! que amor! ficamos amigas.
 Logo ela começou a permanecer mais tempo em seu ninho e eu resolvi comprar um bebedouro para colocar-lhe alimento.
Nasceu seu filhote e ela todos os dias se refrescar na água do esguicho ou buscar seu alimento.
 Nos tornamos mais íntimas... eu a chamava e ela vinha comer da minha mão.
 Quando o alimento acabava e eu estava atarefada, ela vinha até o terraço onde eu tomava café todas as manhãs, pedir comida !
 Fiquei apaixonada por ela. Ela era muito doce.
 Um dia eu tirei uma foto dela dando comida ao filhote, na goiabeira do meu quintal. Técnicamente, a foto não é boa, mas o momento é perfeito!
 O que acham?



 Uma tarde, fui até o pé de maracuja para retirar uma folha seca que estava logo acima e, para minha surpresa, era o pequeno filhote que já começara a cochilar.
 Pessoal, eu passei a mão delicadamente no seu corpo lhe fazendo um carinho - Não pude resistir!"
 Ele acordou e voou para uma árvore no quintal vizinho. Foi uma emoção ! Uma experiência delicada daquelas que afagam o coração da gente!

Ela teve mais um filhote depois de um tempo.
 Fiquei triste quando tive que sair daquela casa, pois deixava uma amiga por lá.
Até meu netinho dava banho nela com o esguicho!
Era uma graça, vejam as fotos.
 Certamente ela deve ter usado seu ninho mais vezes e encontrou alimento nas flores das casas da vizinhança. É uma cidade do interior, onde ainda é comum árvores em todos os quintais e onde é possível a gente conviver com "maritacas", "sanhaços" e beija-flores, que voam livres, enfeitando nossas vidas. 
 

domingo, 6 de dezembro de 2009

- "Gaivotas... céu e mar azul..."


"Ah, caminhar na areia, molhar os pés na água fresca, olhar a imensidão do mar azul, que se encontra com o céu lá no horizonte... passar por entre as gaivotas, calmamente, para não assustá-las e sentir que a gente faz parte deste cenário... é muito bom !"

Você já leu : "Fernão Capelo Gaivota ?"
É um livro maravilhoso de Richard Bach.

Leia! "É um Hino à Liberdade ... um voo para além de limites provisórios" !
As pessoas que sentem prazer por fazerem as coisas bem feitas, mesmo que seja só para elas, vão gostar muito da história desta gaivota.

Fernão era uma gaivota que não conseguia contentar-se com ser, apenas, mais uma no bando e sentir-se conformada como vítima de suas limitações.

Exatamente quando estávamos na pior crise financeira, quando parecia ao meu marido e a todos, que perderamos tudo, é que eu descobri o quanto havia força dentro de mim, para não me permitir desistir, nem me acomodar como vítima. Mais uma vez, senti claramente que éramos mais do que pessoas que apenas possuíam "coisas"... pois, apesar de tudo, ainda podíamos ter a nós mesmos e, um ao outro !

Preocupava-me com meu companheiro, pois o via desanimado e cansado, como nunca o vira antes.
 Quando a vida nos passa uma rasteira, o tombo pode ser grande. Contudo, eu sempre acreditei que, não é o fato em si, mas a maneira como reagimos a ele, que nos faz sentir menos ou mais limitados.
Poderíamos recomeçar, se pudessemos crer que dependia de nós, primeiro aceitar os fatos que não podemos mudar,com humildade e depois, seguir em frente. Sim, é preciso parar de se debater e reconhecer logo a derrota! (a realidade, às vezes, derrota nossos sonhos idealísticos, e daí ? ).
Unidos, apoiando um ao outro, passaríamos mais facilmente pelo período de "cura dos ferimentos" e em seguida, a coragem nos levantaría e, mesmo lentamente, poderíamos planejar novos voos!



Fomos morar longe dos amigos, dos filhos, num lugar onde a vida seria mais "barata e simples" para se viver... Estávamos apenas por "nossa conta" .  Por alguns meses, a solidão machucou... contudo a imensidão do céu e do mar azul ao nosso redor, a beleza da natureza, o voo das gaivotas, me fazia lembrar do que Fernão Gaivota aprendeu.
Eu me sentia grata por, apesar de tudo, poder viver aquele período difícil de minha vida, naquele ambiente bucólico, onde tudo era tão imenso e intenso, até mesmo a saudade, que eu acabava por me sentir, mais próxima de Deus... porque era preciso crer nele, para justificar a beleza ao nosso redor e, ao mesmo tempo, aguentar a "barra" !

Assim, eu lembrava a meu marido que, poucos de nós, tem a chance de se refazer, se permanecerem cegos às coisas boas, que podem estar também ali, no mesmo momento!
A crença de que Deus existe e pode estar ao nosso lado, mesmo quando nos sentimos mais solitários, era necessária . A beleza de tudo,  fortaleceu nossa fé. Era possível crer que podíamos ter, dentro de nós, também uma centelha divina da perfeição de Deus. E isto nos sustentou.
Dele tiramos as forças para recomeçar e, por nossos filhos e por nós, decidimos fazer o melhor que pudéssemos para continuar nossa jornada, planejar nossos próximos voos e, acima de tudo, com humildade reconhecermos que nada nos limitaria mais, do que nós mesmos, se nos sentíssemos prisioneiros em nossos próprios corpos ... afinal, nossas asas só ficam mais leves  quando percebemos que somos mais do que as coisas materiais que temos!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

- " Revendo Florianópolis, por outro ângulo..."

Estas fotos eu tirei em Florianópolis.

Floripa não é feita só de mar, gaivotas e céu azul...


Também tem muitas flores nos jardins de quem gosta....  eu amo as flores ! Elas me encantam por sua beleza, perfume e variedade e me surpreendem por suas cores e formas inesperadas. São frágeis, mas são a parte geralmente mais bela das plantas.Quando eu as observo, com tempo e bem de perto, fico encantada e quase posso sentir a presença de Deus, ali do meu lado!
Mas, como disse, nem só de mar e céu é formada a Ilha da Magia! Mesmo morando a uma quadra do mar e Shoppings, a gente pode ser surpreendida por algumas aves lindas como a Gralha Azul e .... este animal que está aí...eh,eh!
Meu jardim e nossa Fonte, estava sempre "povoada" por visitantes fiéis como os canários e o João de Barro, e também por aqueles mais raros, mas que não deixavam de nos fazer uma visitinha, como a Saíra de 7 cores !
Esta foto do canarinho, é da minha série de "Aquarelas do Meu Jardim", que qualquer dia vou postar aqui, ou colocar na minha galeria no Flickr.
Espero que as fotos possam ter enfeitado um pouco mais o seu dia! Abraço, Vera.

Sobre as Fotos ...

Todas as fotografias são da autoria de Vera Alvarenga, que detem todos os direitos. O seu uso é proibido sem prévia autorização. Fotos ou Imagens com etiqueta "Galeria de Outros", terão links que remeterão aos autores ou serão postadas com a informação de onde eu as tirei.


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Quando você gostar da foto, ou ela emocionar você... ou prender seu olhar... fique à vontade para comentar ou contar o que a foto o fez recordar...
 Obrigada, abraço, Vera.

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