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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Como estou?


- Como estou? Como vão as coisas? Tudo bem, tudo em paz...melhor impossível!

 Mas confesso aqui com meus botões que o tempo passa e muitas vezes, quando as coisas não vão bem, quando não encontro eco, me dá uma vontade doida de gritar teu nome. Só pra ver onde se esconde isto que deveria retornar a nós como resposta aos nossos gestos.
  E me pergunto por que não nasci com asas, que pudessem voar até o teu infinito, onde pudesse encontrar-te. E ser bonita, tanto que pudesse agradar-te.
  E então sumir no teu abraço, e receber teu amor e dar-te o meu. Engraçado que me faz bem escrever-te sobre tal segredo, pois és meu! és meu sonho e então, percebo que em minha visão estaria sorrindo, rindo até, por que não?! ou então, muito silenciosos ficaríamos com medo de que uma palavra me acordasse do sonho e me fizesse cair novamente, das nuvens, do teu abraço, do teu amor.

  - ah!  mas tudo passa, não é mesmo? O tempo passa por minha pele como ventania, e por mim... e fico aqui em segurança, olhando o mundo com o meu melhor olhar, o de ver não o de sonhar, pois este a ti pertence.
   - Como estou? Como sempre...firmemente apoiada na realidade...vendo ainda brilho na vida ao redor, que reflete talvez do meu próprio desejo e do que ainda reste em mim de melhor...
  De resto, como tudo o que vive, envelheço, apodreço e morro lentamente... tudo parece que aqui somos dois... mas tudo bem...tá tudo em paz...nem sei porque este desassossego ainda me vem, como reflexo do sol que bate no espelho e fere os olhos! Talvez...talvez porque tenha incrível capacidade para me amoldar, me adaptar, mas não me conforme com as guerras ou com o amor que se torne grosseiro, disforme.

foto texto: Vera Alvarenga

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Libélulas...

 Nasci desta cor - azul. (clic para ver em tamanho maior)
 Mas conheci outras diferentes de mim...
 E todas nós temos nossos pontos de fraqueza, beleza,força e delicadeza...

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Libélula...

Por vezes me machuco, cortam-se minhas asas, durante meus vôos mais ousados...

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Borboleta

  Com a brisa da Primavera
lá vem ela, colorida
e voa, voa, e me leva junto.
E eu me lembro...
- Já faz tempo? te pergunto.
Foi, parece, inda outro dia,
era azul e subia, e girava
e fazia piruetas pelo ar,
e eu, que era menina, corria
e ria, e a queria tocar...
- Corre, corre, lá vai ela!
Corro, corro, onde está?
Ah! esta aqui é amarela!
Foge, foge, borboleta,
meu amor é delicado,
mas seu destino é voar.
Voa, voa pelo prado,
pelo campo, beija as flores,
e com todo o seu encanto,
e com toda essa leveza,
vem meus olhos encantar.

Poesia e foto: Vera Alvarenga


sábado, 28 de abril de 2012

Voar, voar...






Não faz sentido sentir-me limitada
pelo pouco que sou...












Se minha natureza limita-me, diante de alguns, também é ela que me dá a medida de minha aventura... e as asas da liberdade.









Se não consigo ser como todos e incluir-me igualmente em tantos bandos....








E se os sinais e chamados me sensibilizam de
outras formas...

E se o vento canta uma canção em meus ouvidos
e me convida a imaginar o que seria se pudéssemos voar mais alto...



Ah! Seria melhor acomodar-me e ficar quieta em meu canto e a felicidade seria não fazer-me perguntas e não sonhar mais. No entanto, meu pensamento me leva primeiro, e logo o vento, em seguida vou inteira.
  Por algum tempo pressinto que tenho companhia e, quando me sinto só, me lembro de minha natureza 
e minhas asas se alongam
    e me fazem leve como o vento...

Então, por alguns momentos eternos eu o vejo, como se lembrasse de um sonho que era real, 
em uma outra vida, em um outro mundo,
então quebro as correntes, transponho limites 
e sinto tudo o que posso sentir e vivo conforme minha natureza
e a natureza de meu sonho.

Um dia, talvez, ouça o bater de outras asas a voar por instantes comigo, 
com a mesma ingenuidade que faz da fé, a mãe das possibilidades,
mas mesmo em meu voo solo
meu céu é meu único limite. 


Fotos e texto: Vera Alvarenga.
Música: Sonho de Ícaro- Biafra


                                                                                                                   


terça-feira, 20 de setembro de 2011

Asas escondidas...

Primavera começando.
Pássaros alegres no meu terraço.
Eu, cabeça cansada, mente preocupada, motivo nenhum para reclamar, e nem para emocionar a que, em mim, esconde asas há algum tempo já.
Então peguei máquina fotográfica e fui, seguindo o instinto, de encontro aos que tem asas pra voar.
Logo que cheguei, por sorte ninguém ali, a não ser eu e eles. Fiquei calada, pois é assim que me encontro. E um sabiá se aproximou. Sem medo, talvez porque me reconheça,de algum modo.

 Fiquei quieta, observando, no silêncio.
 Me senti em paz. Tão lindas asas. Tão lindos pássaros cuja única preocupação é agora fazerem seus ninhos e se acasalar.
Tantas cores ali surgindo no meio das folhas, e escondendo-se nos galhos da amoreira...quando entrava mais alguém.
Então eu o vi! mas fiz que não. Por pouco tempo, pois logo me rendi à minha adoração inconsciente, inconsequente, inconsistente, irremediável, inconcebível, torturante, apaixonante...
Que lindo! " Empresta-me tuas asas! ou me lembra das minhas, quero voar contigo!"  Pensei.
 Quando outras pessoas entraram fazendo barulho, todos eles alvoroçados se escondiam no meio das árvores. Quando voltei a ficar sozinha, e quieta, ele se aproximou.
 Chegou bem perto. Não sei o que acontece comigo, não consegui calar-me! Docemente o chamei e falei com ele... e ele parecia me ouvir.
 Não! certamente é a saudade inconsciente que sinto daquele outro que antes vinha à minha janela, que me faz imaginar que este, de algum modo, me reconhece.

Ele se aproximou mais, só para brincar comigo, talvez, só para me mostrar que a gente não sabe mesmo o que é razoável esperar de seres alados.
Então, olhou sério, bem nos meus olhos e acho que resolveu me dar uma chance...rs....

Eu estava encantada, enfeitiçada, tremia um pouco de emoção. Algumas fotos ficaram tremidas.
O que mais ele iria fazer agora?





Deu-me as costas para mostrar-me o quanto confiava em mim.
Chamou os amigos, que, para espanto meu, vieram!








Logo eram 3, bem ali na minha frente.

E eu falei com eles.

Depois se foram. Eu estava ternamente agradecida por aquele contato, embora isto tenha me feito lembrar do outro. Mas sorri.

Me despedi dele. Alguém mais entrou. Ele se foi, passando antes, bem perto de mim, tão perto, como se pudéssemos ter nos tocado, se quiséssemos.

Fotos e crônica fotográfica: Vera Alvarenga


segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Adeus, Toninho Scardua!







Um dia, há muito tempo, você estava sozinho...







  




Até que conheceu sua amada,
que se tornou sua inseparável companheira...
de todos os momentos, para uma vida inteira...








Alegre par formaram!
Vocês tiveram 3 filhos, como nós...
e você nunca mais ficou sozinho!





 




Social, alegre, atencioso,
Fez amigos que lhe queriam bem...









A família aumentou...
Nós, fomos para longe,
e hoje, pela manhã soubemos...








Que chegou a hora
de seu vôo solitário, novamente...
E ontem, pela manhã, você se foi...
sem limites que o impeçam de
vencer as maiores distâncias...
Partiu para seu vôo mais alto...





Como será este céu infinito que te acolherá agora?
Dizem que tem uma luz fulgurante...
algo mais puro que um diamante...
Adeus, amigo!
um dia, todos nos encontraremos
e saberemos como é....


Adeus ao nosso amigo Toninho Scardua.
A ele,querida Valéria e filhos, nosso carinho.
Texto e fotos: Vera Alvarenga.

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