São fotos do que me emociona, me surpreende, me encanta, atrai meu olhar e o prende... e meus olhos, como querem sair livres,em busca do belo,gravam o momento com o "clic", porque a memória, transbordaria de tanto encantamento !
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Repetir o mesmo padrão,pode ser uma arte...
Ultimamente percebo que venho repetindo algumas idéias ou descobertas, nos textos que escrevo. Repetidamente falo do bem que o amor faz, do mal que sua ausência em nós pode causar.
E por que repito? Será que me esqueço que já falei ou porque algo me fere, ou me emociona ou me encanta de tal maneira que, tendo ficado em mim, acaba povoando meus pensamentos e atos? De tudo o mais, esqueço facilmente...
Repito, não nego, mas a cada vez, talvez porque me esqueça como o disse antes, faço-o de uma nova forma.
Algumas coisas a gente repete porque chocou, sacudiu e parece que precisamos mais tempo para metabolizar tudo o que houve em nós com o susto, a surpresa ou o choque. Até arte se faz muitas vezes, repetindo o mesmo padrão. Escher faz isto em seus desenhos, em busca de representar o infinito. E nós, repetimos o mesmo padrão daquilo que ficou marcado em nós, mesmo que não percebamos muito conscientemente.
Algumas coisas repito porque gosto, me causam sensação de bem estar, de "estar em casa"...confessá-las, lembrar delas, desejar e então repetir algo concretizado, pode ser algumas vezes ,como beijar o homem amado. Me faz rir baixinho de alegria, me dá prazer, é bom. E o que a gente já sabe que é bom, a gente quer repetir ( estranho seria se não quisesse!). Andam dizendo que a gente não pode esperar repetir um momento glorioso, mas pudera, não é preciso desejar fazê-lo da mesma forma, não é? E por que não repetir? Por que não o desejo de repetir o que conhecemos, se gostamos de fazê-lo a cada manhã quando se trata de acordar bem e ver que temos mais um dia da mesma vida para viver! A gente quer repetir, nem que seja só em pensamento, nem que seja só pra lembrar como é boa a sensação que tem quando encontra aquilo que nos agrada, que é importante ou fundamental. A lembrança de uma boa emoção pode agir como um suave perfume que vem não se sabe de onde mas agrada aos sentidos e nos relembra o caminho. Quem já teve o prazer de trabalhar com algo que despertasse sua paixão, por exemplo, procurará este caminho para sua nova profissão. Quando eu penso em algumas emoções que já senti, me pego sorrindo e, por este instante trago o prazer para o meu momento presente...imagine quando são emoções por algo vivido completamente! rs.....
Repetir, pode ser também como abraçar a pessoa que a gente ama ou estava com saudades. Isto sim, com certeza, se eu puder vou fazer muitas vezes.
Não deve ser fácil viver desejando sempre emoções novas e superficiais. Não sei como vivem os que evitam se aprofundar ou crer em seus instintos quando encontram o que ou quem os inspire, ou não se permitem repetir e demorar-se naquilo ou com aquele que lhes dá prazer... O medo de não sentir o mesmo que antes foi possível sentir, também nos amortece. Tudo porque pensamos que o mal está em repetir, quando na verdade está em temer a aproximação, a repetição e a intimidade seja lá com o que estejamos a fazer, e é muitas vezes isto que nos aproxima mais da sensação infinitamente boa de chegar lá e ser feliz, não importa por quantos minutos, nem com quantos detalhes iguais. Podemos ser felizes por segundos, por qualquer coisa tola ou singela, mas repetidamente isto nos trará energia para enfrentar os momentos difíceis da vida em que felicidade não puder ser uma opção.
Vou parar por aqui, ou ficarei falando de amor, e me repetindo, me repetindo...
Texto: Vera Alvarenga
Fotos de desenhos de Escher, no blog Imagens com texto de JJ.Amarante (http://imagenscomtexto.blogspot.com/2010_10_01_archive.html)
E por que repito? Será que me esqueço que já falei ou porque algo me fere, ou me emociona ou me encanta de tal maneira que, tendo ficado em mim, acaba povoando meus pensamentos e atos? De tudo o mais, esqueço facilmente...
Repito, não nego, mas a cada vez, talvez porque me esqueça como o disse antes, faço-o de uma nova forma.
Algumas coisas a gente repete porque chocou, sacudiu e parece que precisamos mais tempo para metabolizar tudo o que houve em nós com o susto, a surpresa ou o choque. Até arte se faz muitas vezes, repetindo o mesmo padrão. Escher faz isto em seus desenhos, em busca de representar o infinito. E nós, repetimos o mesmo padrão daquilo que ficou marcado em nós, mesmo que não percebamos muito conscientemente.
Algumas coisas repito porque gosto, me causam sensação de bem estar, de "estar em casa"...confessá-las, lembrar delas, desejar e então repetir algo concretizado, pode ser algumas vezes ,como beijar o homem amado. Me faz rir baixinho de alegria, me dá prazer, é bom. E o que a gente já sabe que é bom, a gente quer repetir ( estranho seria se não quisesse!). Andam dizendo que a gente não pode esperar repetir um momento glorioso, mas pudera, não é preciso desejar fazê-lo da mesma forma, não é? E por que não repetir? Por que não o desejo de repetir o que conhecemos, se gostamos de fazê-lo a cada manhã quando se trata de acordar bem e ver que temos mais um dia da mesma vida para viver! A gente quer repetir, nem que seja só em pensamento, nem que seja só pra lembrar como é boa a sensação que tem quando encontra aquilo que nos agrada, que é importante ou fundamental. A lembrança de uma boa emoção pode agir como um suave perfume que vem não se sabe de onde mas agrada aos sentidos e nos relembra o caminho. Quem já teve o prazer de trabalhar com algo que despertasse sua paixão, por exemplo, procurará este caminho para sua nova profissão. Quando eu penso em algumas emoções que já senti, me pego sorrindo e, por este instante trago o prazer para o meu momento presente...imagine quando são emoções por algo vivido completamente! rs.....
Repetir, pode ser também como abraçar a pessoa que a gente ama ou estava com saudades. Isto sim, com certeza, se eu puder vou fazer muitas vezes.
Não deve ser fácil viver desejando sempre emoções novas e superficiais. Não sei como vivem os que evitam se aprofundar ou crer em seus instintos quando encontram o que ou quem os inspire, ou não se permitem repetir e demorar-se naquilo ou com aquele que lhes dá prazer... O medo de não sentir o mesmo que antes foi possível sentir, também nos amortece. Tudo porque pensamos que o mal está em repetir, quando na verdade está em temer a aproximação, a repetição e a intimidade seja lá com o que estejamos a fazer, e é muitas vezes isto que nos aproxima mais da sensação infinitamente boa de chegar lá e ser feliz, não importa por quantos minutos, nem com quantos detalhes iguais. Podemos ser felizes por segundos, por qualquer coisa tola ou singela, mas repetidamente isto nos trará energia para enfrentar os momentos difíceis da vida em que felicidade não puder ser uma opção.
Vou parar por aqui, ou ficarei falando de amor, e me repetindo, me repetindo...
Texto: Vera Alvarenga
Fotos de desenhos de Escher, no blog Imagens com texto de JJ.Amarante (http://imagenscomtexto.blogspot.com/2010_10_01_archive.html)
domingo, 15 de janeiro de 2012
Surpresa!
A vida é mesmo cheia de surpresas!
Agora que moro em apartamento e em São Paulo, vejam só o que vi, em frente onde moro, quando ia a pé até a padaria.
Uma família graciosa... Eram cinco.
Agora que moro em apartamento e em São Paulo, vejam só o que vi, em frente onde moro, quando ia a pé até a padaria.
Uma família graciosa... Eram cinco.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
O espírito do pássaro dourado...
A vida precisa de magia e da nossa própria permissão para
sermos felizes, acalentando sonhos que fazem parte do deixar viver em nosso ser
mais íntimo, nossos desejos instintivos, reflexo da busca de uma felicidade e equilíbrio
que nos deixa em paz, leves e bem.
Às vezes a gente
esquece disto - do direito de juntar com carinho os nossos pequenos pedacinhos e
de os montar de novo e de novo, quando necessário, como num mosaico lindo de nossa alma, que precisa renovar-se em nova paisagem criativa. Isto nos fará de novo brilhar
com a luz do sol ou das estrelas, e nos sentir curados, porque não é possível ir para o deserto e lá viver eternamente,mais do que o tempo necessário para lembrarmos do que somos.
Eu finalmente compreendi...
...que por amor, interiorizei o espírito do pássaro dourado, o que vinha me visitar e que me despertou o desejo de sair à luz do sol. Não deste sol do mundo, mas o do ser. Ao fazer dele parte de mim, aconcheguei em meu peito uma ilusão, diriam alguns.
Mas está aí a magia do sonho e do amor! O amor que nele está porque nele coloquei, neste encontro na intimidade do meu ser, permite que sejam mostradas as nossas faces vestidas do sonho, sem pudor ou qualquer sentimento de inadequação, e assim podemos voltar a ser naturalmente, o que somos. Torna-se possível voltar a gostar de ser o que sou. Encontro os meus pedacinhos que julgava perdidos e construo-me lentamente de novo, com a certeza de que vivo ainda, em mim. Trago-o agora em meu coração e ele é meu. Às vezes, quase o perco novamente e temo não ser capaz do que era, mas então percebo como é importante que eu o encontre...o amor. Dele, que me traz através do meu sonho e na minha intimidade a lembrança de minha força instintiva, cuido com carinho, porque enquanto estiver dentro de mim, não me deixará esquecer o que sou e porque ainda estou aqui. E estou aqui ainda, para amar. Estando no meu íntimo, me empresta o sentimento de me saber inteira. E com ele, vivo em segredo o meu ser. E ele ainda vive comigo, a despeito de tudo, num lugar entre a lógica e meu instinto de sobrevivência.
Penso que nos sentimos perdidos quando não sabemos onde colocamos o amor que por vezes, ressurge nas asas de um pássaro dourado como o próprio desejo de viver o que ainda podemos ser. E mesmo que, do outro lado a realidade não possa concretizar nosso sonho, vivê-lo em nossa intimidade pode fazer a diferença entre estar vivo novamente ou não.
Texto e fotos: Vera Alvarenga
a foto do pássaro é tirada de uma imagem da TV Cultura.
sábado, 7 de janeiro de 2012
O encontro...
Estavam frente a frente.
Coragem, não sentia
de dar mais um passo...
só mais um passo a distância
que, entre eles ainda se fazia.
Olharam-se nos olhos.
Ela corou, encabulada.
O que teria a oferecer-lhe
além da casca que a cobria?
Ele a reconheceria?
Se fossem outros tempos,
talvez, impetuosa ousasse atravessar
desertos em busca desta fonte e,
segura, por saber-se desejada,
nos braços dele se jogaria.
Agora, de nada mais sabia.
Justo quando se quer mais do amor
os sentidos parecem adormecidos!
O medo a arrebatou.
Não suportou encará-lo,
não por não querer amá-lo,
era da sede, o medo que sentia.
Como mostrar-lhe quem era
numa face que o tempo marcou?
Diante dele sentia-se menina
mas só a alma livra-se do tempo,
no espelho não se reconhecia.
A consciência de sua fragilidade
a obrigava à tortura de esperar
que fosse ele a saber que dos dois,
era o que primeiro deveria ousar.
Ele compreendeu e se aproximou
e, no mesmo instante, ela se moveu.
Desfez-se o medo dos corações.
Não se queriam perfeitos, nem ilusões!
Queriam-se assim mesmo, fragmentados,
vividos,sofridos ou marcados,
carentes de amor, cientes da verdade
que não segue a lógica da razão
mas da necessária compaixão que abraça
os que se descobrem imperfeitos.
Cruel e libertador este encontro de amor!
Na pele e no toque se reconheceram
e aceitaram-se em todos os limites
de sua recém descoberta humanidade.
Foi no espaço mágico e indescritível
entre a mente e o instintivo
que eles assim, se encontraram, e se amaram
como se o tempo para eles se curvasse
e da luz de um doce encantamento
permitisse que ali fosse feita a eternidade.
poema: Vera Alvarenga
foto: retirada do blog "diários de bordo" - não continha informação de autoria.
Coragem, não sentia
de dar mais um passo...
só mais um passo a distância
que, entre eles ainda se fazia.
Olharam-se nos olhos.
Ela corou, encabulada.
O que teria a oferecer-lhe
além da casca que a cobria?
Ele a reconheceria?
Se fossem outros tempos,
talvez, impetuosa ousasse atravessar
desertos em busca desta fonte e,
segura, por saber-se desejada,
nos braços dele se jogaria.
Agora, de nada mais sabia.
Justo quando se quer mais do amor
os sentidos parecem adormecidos!
O medo a arrebatou.
Não suportou encará-lo,
não por não querer amá-lo,
era da sede, o medo que sentia.
Como mostrar-lhe quem era
numa face que o tempo marcou?
Diante dele sentia-se menina
mas só a alma livra-se do tempo,
no espelho não se reconhecia.
A consciência de sua fragilidade
a obrigava à tortura de esperar
que fosse ele a saber que dos dois,
era o que primeiro deveria ousar.
Ele compreendeu e se aproximou
e, no mesmo instante, ela se moveu.
Desfez-se o medo dos corações.
Não se queriam perfeitos, nem ilusões!
Queriam-se assim mesmo, fragmentados,
vividos,sofridos ou marcados,
carentes de amor, cientes da verdade
que não segue a lógica da razão
mas da necessária compaixão que abraça
os que se descobrem imperfeitos.
Cruel e libertador este encontro de amor!
Na pele e no toque se reconheceram
e aceitaram-se em todos os limites
de sua recém descoberta humanidade.
Foi no espaço mágico e indescritível
entre a mente e o instintivo
que eles assim, se encontraram, e se amaram
como se o tempo para eles se curvasse
e da luz de um doce encantamento
permitisse que ali fosse feita a eternidade.
poema: Vera Alvarenga
foto: retirada do blog "diários de bordo" - não continha informação de autoria.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Meus convidados no Ano Novo...
Como sabem, mudei-me de cidade antes do Natal.
E hoje venho aqui para desejar aos amigos um maravilhoso ano de 2012, com Saúde, disposição, sucesso, coragem e determinação, além é claro do amor, indispensável para os momentos de felicidade e da fé em Deus, indispensável para pensarmos que há um significado para tudo, mesmo que não possamos compreender.
Agora moro novamente em São Paulo, onde nasci.
Estava com medo de voltar a morar aqui afinal, o trânsito, barulho e energia desta cidade agitada não combinam mais com o ritmo de vida que quero pra mim agora.
Sempre que posso, assim que me vejo dentro de um "barco", procuro colocar os dois pés dentro e o melhor lugar para sentar-me, a fim de tirar proveito da viagem.
Foi assim que agarrei as chances e me coloquei num lugar agradável para morar,onde as árvores me trazem a visita dos meus amigos pássaros que, alados como eu, procuram voar em busca de seus momentos de felicidade.
E foi com alegria que eu recebi meus primeiros visitantes : O Sanhaço, a Cambacica, O Bem-te-vi e o Sabiá Laranjeira.
Com sorte, um dia ainda receberei também a visita do meu pássaro dourado, que trará em suas asas, de novo, pólen de dourado brilho junto com os raios de sol, que iluminarão ainda mais as minhas manhãs.
De qualquer modo, embora esteja novamente nesta cidade de concreto, as árvores estão mais próximas a mim, neste bairro que as preservou e eu me sinto feliz e grata por isto.
FELIZ 2012 PARA TODOS NÓS!!
Texto e fotos: Vera Alvarenga.
E hoje venho aqui para desejar aos amigos um maravilhoso ano de 2012, com Saúde, disposição, sucesso, coragem e determinação, além é claro do amor, indispensável para os momentos de felicidade e da fé em Deus, indispensável para pensarmos que há um significado para tudo, mesmo que não possamos compreender.
Agora moro novamente em São Paulo, onde nasci.
Estava com medo de voltar a morar aqui afinal, o trânsito, barulho e energia desta cidade agitada não combinam mais com o ritmo de vida que quero pra mim agora.
Sempre que posso, assim que me vejo dentro de um "barco", procuro colocar os dois pés dentro e o melhor lugar para sentar-me, a fim de tirar proveito da viagem.
Foi assim que agarrei as chances e me coloquei num lugar agradável para morar,onde as árvores me trazem a visita dos meus amigos pássaros que, alados como eu, procuram voar em busca de seus momentos de felicidade.
E foi com alegria que eu recebi meus primeiros visitantes : O Sanhaço, a Cambacica, O Bem-te-vi e o Sabiá Laranjeira.
Com sorte, um dia ainda receberei também a visita do meu pássaro dourado, que trará em suas asas, de novo, pólen de dourado brilho junto com os raios de sol, que iluminarão ainda mais as minhas manhãs.
De qualquer modo, embora esteja novamente nesta cidade de concreto, as árvores estão mais próximas a mim, neste bairro que as preservou e eu me sinto feliz e grata por isto.
FELIZ 2012 PARA TODOS NÓS!!
Texto e fotos: Vera Alvarenga.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Quando eles se tocavam...
Ele não a tocava mais. Não por culpa dela, ou por um motivo que ela tivesse lhe dado, se é que ser apaixonada poderia ter sido considerado um motivo, não teria lhe dado outro...
Não havia um motivo, além daquele que a vida e o tempo traz enredado na própria trama, além talvez de um segundo que fizera a diferença, que impedira o encontro verdadeiro... e agora, o sol não a iluminava mais, com seus raios dourados,como antes.
Ela seguia, mesmo assim.
Seguia, mas sentia saudades, dele, do sentimento, da alegria, da sensação de estar acima de todo o mal quando ele a vinha tocar com um gesto,com uma palavra, da certeza de estar além de qualquer erro. Ela seguia, novamente mais humana e fraca do que nunca, embora a quietude interior tivesse uma força incompreensível.
Tinha quase certeza de que agora, de um momento para o outro acordaria numa determinada manhã, com os cabelos totalmente grisalhos, envelhecida, como se o tempo todo chegasse durante uma única noite em que os seus anjos não ficassem de vigília e tivessem adormecido no colo dela, cansados como ela. Ela sabia que agora, tinha finalmente ficado velha. Não havia mais motivo para o desejo lembrar-lhe o frescor da juventude. Seu espírito aceitava o inevitável com a tranquilidade dos que se tornam sábios. Não existiam mais sonhos, e desejos melhor não tê-los! Apenas viver...embora viver não fosse menos importante, amar trazia em si a experiência da eternidade e dava um sentido mais pleno ao viver.
Apesar disto, não compreendia como seu coração ainda pulsava e batia em descompasso quando, ainda que sem nenhuma palavra vinda dele, um pequeno sinal mostrava que ele, mesmo distante onde estava, tinha naquele dia olhado pra ela. Por aquele sinal ela sabia que ele tinha estado com ela, por alguns segundos e isto bastava para fazê-la sorrir. O sorriso lhe vinha aos lábios ainda que o olhar continuasse com a tristeza dos que se deparam com o irremediável. A esperança inocente havia se perdido, talvez para sempre.
Nossa! que pena me dá destas coisas que acontecem neste mundo tão real e cru, e onde nós complicamos ainda mais quando desperdiçamos o que é verdadeiro porque nos parece tão frágil e sem propósito. Porque somos incrédulos demais para o que é puro, nos tornamos cínicos, mentirosos ou anestesiados. Sentimentos presos em armaduras, em nome da sobrevivência somos por vezes, inconsequentes, inconsistentes, humanos demais diante de lampejos de sentimentos que lembram o que é divino! E embora desejássemos mais do divino em nossa vida, nos parece que agir ao contrário, ou é loucura ou ingenuidade demais! Será louca, ou doente? tão carente, a sensível, que tão pouco lhe baste?
Talvez não seja o que lhe baste, mas apenas o delicado momento em que nada se pode explicar, nada é possível querer do que não se pode alcançar, nada além de presenciar um exato momento qualquer em que um milagre acontece, porque duas almas se permitiram tocar.
Texto e foto: Vera Alvarenga
Não havia um motivo, além daquele que a vida e o tempo traz enredado na própria trama, além talvez de um segundo que fizera a diferença, que impedira o encontro verdadeiro... e agora, o sol não a iluminava mais, com seus raios dourados,como antes.
Ela seguia, mesmo assim.
Seguia, mas sentia saudades, dele, do sentimento, da alegria, da sensação de estar acima de todo o mal quando ele a vinha tocar com um gesto,com uma palavra, da certeza de estar além de qualquer erro. Ela seguia, novamente mais humana e fraca do que nunca, embora a quietude interior tivesse uma força incompreensível.
Tinha quase certeza de que agora, de um momento para o outro acordaria numa determinada manhã, com os cabelos totalmente grisalhos, envelhecida, como se o tempo todo chegasse durante uma única noite em que os seus anjos não ficassem de vigília e tivessem adormecido no colo dela, cansados como ela. Ela sabia que agora, tinha finalmente ficado velha. Não havia mais motivo para o desejo lembrar-lhe o frescor da juventude. Seu espírito aceitava o inevitável com a tranquilidade dos que se tornam sábios. Não existiam mais sonhos, e desejos melhor não tê-los! Apenas viver...embora viver não fosse menos importante, amar trazia em si a experiência da eternidade e dava um sentido mais pleno ao viver.
Apesar disto, não compreendia como seu coração ainda pulsava e batia em descompasso quando, ainda que sem nenhuma palavra vinda dele, um pequeno sinal mostrava que ele, mesmo distante onde estava, tinha naquele dia olhado pra ela. Por aquele sinal ela sabia que ele tinha estado com ela, por alguns segundos e isto bastava para fazê-la sorrir. O sorriso lhe vinha aos lábios ainda que o olhar continuasse com a tristeza dos que se deparam com o irremediável. A esperança inocente havia se perdido, talvez para sempre.
Nossa! que pena me dá destas coisas que acontecem neste mundo tão real e cru, e onde nós complicamos ainda mais quando desperdiçamos o que é verdadeiro porque nos parece tão frágil e sem propósito. Porque somos incrédulos demais para o que é puro, nos tornamos cínicos, mentirosos ou anestesiados. Sentimentos presos em armaduras, em nome da sobrevivência somos por vezes, inconsequentes, inconsistentes, humanos demais diante de lampejos de sentimentos que lembram o que é divino! E embora desejássemos mais do divino em nossa vida, nos parece que agir ao contrário, ou é loucura ou ingenuidade demais! Será louca, ou doente? tão carente, a sensível, que tão pouco lhe baste?
Talvez não seja o que lhe baste, mas apenas o delicado momento em que nada se pode explicar, nada é possível querer do que não se pode alcançar, nada além de presenciar um exato momento qualquer em que um milagre acontece, porque duas almas se permitiram tocar.
Texto e foto: Vera Alvarenga
sábado, 10 de dezembro de 2011
A Rainha da Noite, a Vermelha, floriu...
Que linda ela é!
Vou me mudar de cidade e residência dia 14 de dezembro. Dia 15 já estarei chegando em São Paulo.
Vou para apartamento, então só levarei um vaso com a Pitanga e um com a Glicínea.
Há 2 noites atrás, a Rainha da Noite Branca floriu. Umas 27 flores, que abriram em 2 noites diferentes.
Que belo presente de despedida!
Eu havia ganho uma muda Vermelha. Nunca tinha visto sua flor. Ontem à noite uma flor abriu pra mim!
Que linda!
Estava garoando.
Não pensei que ela fosse abrir aquele seu botão...
Mas abriu.
Claro, alguns diriam:
- Abriu porque tinha de abrir!
E eu digo que ela abriu pra mim..rs....
Se levarmos em consideração que não havia mais ninguém lá... e que as plantas florirem ou não, quando não estão na natureza mas sob cuidados de alguém, depende do nosso relacionamento com elas... então...rs...ela floriu pra mim.
Nosso relacionamento com as flores e frutos que colocamos no nosso quintal, e a alegria que vamos obter daí depende de um relacionamento onde atenção, carinho e comprometimento estejam presentes,como é nos relacionamentos de amizade ou de amor.
Esta não é tão delicada como a branca e quase não se percebe seu perfume,mas é muito bonita!
E, no dia seguinte, uma surpresa!
Por ser mais resistente que a outra, mesmo com a luz lá estava ela, aberta para mais umas fotos!
Talvez seja mais vaidosa..rs... e, vestida de vermelho sabe, com certeza,que não passaria desapercebida.
Texto e fotos: Vera Alvarenga
Vou me mudar de cidade e residência dia 14 de dezembro. Dia 15 já estarei chegando em São Paulo.
Vou para apartamento, então só levarei um vaso com a Pitanga e um com a Glicínea.
Há 2 noites atrás, a Rainha da Noite Branca floriu. Umas 27 flores, que abriram em 2 noites diferentes.
Que belo presente de despedida!
Eu havia ganho uma muda Vermelha. Nunca tinha visto sua flor. Ontem à noite uma flor abriu pra mim!
Que linda!
Estava garoando.
Não pensei que ela fosse abrir aquele seu botão...
Mas abriu.
Claro, alguns diriam:
- Abriu porque tinha de abrir!
E eu digo que ela abriu pra mim..rs....
Se levarmos em consideração que não havia mais ninguém lá... e que as plantas florirem ou não, quando não estão na natureza mas sob cuidados de alguém, depende do nosso relacionamento com elas... então...rs...ela floriu pra mim.
Esta não é tão delicada como a branca e quase não se percebe seu perfume,mas é muito bonita!
E, no dia seguinte, uma surpresa!
Por ser mais resistente que a outra, mesmo com a luz lá estava ela, aberta para mais umas fotos!
Talvez seja mais vaidosa..rs... e, vestida de vermelho sabe, com certeza,que não passaria desapercebida.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Impeçam-me os deuses de sonhar!
Hoje, a paz deste silêncio é tanta, que nem consigo sonhar.
Às vezes, tá tudo bem, mas o silêncio que nos cerca faz pensar...
muitas vezes, tá tudo em paz, mas a lembrança entra pela porta aberta.
Fica ali no canto, como quem não quer nada, e aperta o coração
como uma saudade do que um dia já fora concebido,
como a falta de um ser que embora não nascido, sentimos o pulsar.
- Ah! impeçam-me os deuses de sonhar! que esta lembrança
fica à espreita, como se nos quisesse fazer duvidar de tudo,
até de toda esta paz que vem de um quase nada, mas ainda não é do amor,
e a gente quase se deixa levar de novo pela lembrança adorada
daquele rosto,da voz, das palavras,do sonho,do riso encantador, mas resiste,
não quer ir, mas também não quer ficar. Entre o sim e o não
uma voz quebra o silêncio e em sussurro, fala comigo :
- fica aqui...entregue-se ao presente, não há pra onde ir, fica!
É quase impossível resistir à luz que me encanta, mas desta vez, consigo,
só porque o silêncio é tão grande que me toma inteira, e finalmente,
sufoca a tentativa de qualquer parte de mim que, inconsequente,
ainda queria, desejava ir ao encontro do que não sabia...
Nada existe além da minha vontade que aos poucos se aquieta?
O silencio que a matou, também me salvará ?
Teu gesto que um dia me salvou traz uma adaga que me fere.
E quando a saudade na tua ausência vem me apunhalar,
já não tens rosto,nem voz ou palavras dos quais possa me lembrar.
Porque não me deixaste um sinal teu que pudesse abrigar
o sorriso da minha alma, na feliz certeza de te esperar.
E é este o silêncio que me toma e me envolve numa estranha paz.
Dela nada sei, nem da incerteza das minhas manhãs.
Temo que um dia, o silêncio seja tão duro e insistente
que talvez, eu finalmente te esqueça...e um de nós morrerá...
Poema: Vera Alvarenga
Vídeo da música "Travessuras" - Oswaldo Montenegro.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Tento, de novo, alcançar-te...
Tento alcançar-te
para colocar um sorriso na tua cara,
para ouvir palavras da tua boca,
para ver o brilho no teu olhar,
para conhecer que linha me separa
do objeto do meu amor.
Tento alcançar-te
para sentir teu cheiro e,
tocando tua pele,acomodar-me no teu abraço,
entranhar-me na tua vida
da mesma forma que estás na minha,
como coisa boa que faz parte,
doce milagre em que acredito.
Desconfortável porém, rendo-me
ao tempo que me impede,
que me distancia e me limita,
e me faz sofrer quando abranda
à foice, o pouco e o muito que desejo.
Minha vida corre de mãos dadas ao tempo
sem notar minha presença.
Olho ao redor e nada vejo,
além do que existe e não me comove,
agora é triste, não mais me sustenta.
Nem pedra, nem argila ou cimento
que eu pudesse misturar às águas da emoção,
para construir com dureza e concretude
a existência de tão intenso sentimento.
Tento alcançar-te então,
para arrancar-te, simples assim,
num último e tresloucado esforço,
num gesto de fúria cega luto comigo,
só para me dar conta do esperado,
ele se volta decidido contra mim,
o sentimento que me pediu abrigo, e forte,
pois que não pode contentar-se
com sua sentença de morte.
Poema : Vera Alvarenga
foto: retirada do google imagens e não havia nome do autor.
para colocar um sorriso na tua cara,
para ouvir palavras da tua boca,
para ver o brilho no teu olhar,
para conhecer que linha me separa
do objeto do meu amor.
Tento alcançar-te
para sentir teu cheiro e,
tocando tua pele,acomodar-me no teu abraço,
entranhar-me na tua vida
da mesma forma que estás na minha,
como coisa boa que faz parte,
doce milagre em que acredito.
Desconfortável porém, rendo-me
ao tempo que me impede,
que me distancia e me limita,
e me faz sofrer quando abranda
à foice, o pouco e o muito que desejo.
Minha vida corre de mãos dadas ao tempo
sem notar minha presença.
Olho ao redor e nada vejo,
além do que existe e não me comove,
agora é triste, não mais me sustenta.
Nem pedra, nem argila ou cimento
que eu pudesse misturar às águas da emoção,
para construir com dureza e concretude
a existência de tão intenso sentimento.
Tento alcançar-te então,
para arrancar-te, simples assim,
num último e tresloucado esforço,
num gesto de fúria cega luto comigo,
só para me dar conta do esperado,
ele se volta decidido contra mim,
o sentimento que me pediu abrigo, e forte,
pois que não pode contentar-se
com sua sentença de morte.
Poema : Vera Alvarenga
foto: retirada do google imagens e não havia nome do autor.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Meus óculos de volta!...
O mundo "já está cheio de danações", de gente que critica e não consegue fazer melhor, de atitudes que destroem e não reconstroem, de quem não sabe mais confiar ou preservar o que tem de bom às mãos, dos que não valorizam o olhar dos "tolos" que ainda confiam ...
Meus óculos de lente azul colaram em mim de tal maneira que, ao tentar arrancá-los por acreditar que era impróprio e fora de moda, me feri demais.
Agarremos o que há de bom e sigamos!
Prefiro ferir-me por ter fé e crer, do que endurecer demasiado minha casca e construir nela, uma armadura.
Ela pesa demais para mim.Só sem ela fico mais leve.
"Realidade demais cansa!" (disse-me a amiga Luma).
Vem, dá-me tua mão, põe um sorriso na sua cara, oferece-o para mim, vamos sair por aí e agarrar o que há de bom.
Esta é a cumplicidade que quero de ti!
Texto e fotos Vera Alvarenga
Vídeo Youtube. Fui inspirada também por comentários das amigas Sissym e Luma Rosa, a quem agradeço e envio um beijo..
Meus óculos de lente azul colaram em mim de tal maneira que, ao tentar arrancá-los por acreditar que era impróprio e fora de moda, me feri demais.
Agarremos o que há de bom e sigamos!
Prefiro ferir-me por ter fé e crer, do que endurecer demasiado minha casca e construir nela, uma armadura.
Ela pesa demais para mim.Só sem ela fico mais leve.
"Realidade demais cansa!" (disse-me a amiga Luma).
Vem, dá-me tua mão, põe um sorriso na sua cara, oferece-o para mim, vamos sair por aí e agarrar o que há de bom.
Esta é a cumplicidade que quero de ti!
Vídeo Youtube. Fui inspirada também por comentários das amigas Sissym e Luma Rosa, a quem agradeço e envio um beijo..
sábado, 12 de novembro de 2011
Se não cuidarmos, o vento destrói os jardins...
Há 15 anos tenho morado em casas com quintais.
Os quintais são espaços que tenho encontrado vazios.. a gente transforma e cuida, planta e um dia, floresce, dá frutos. É como relacionamentos importantes na vida.
Ah! dá trabalho, mas vale a pena!
A gente cria um vínculo de amor e bem-estar neste ambiente mágico.
Basta sair lá pra fora, entrar em contato, e a gente fica feliz. Adorei todo tempo que passei nos quintais...quando a gente ama ou gosta, é claro que a gente cuida...
E, sempre há os passarinhos...
Mas e aí? e quando uma mudança inevitável tem de acontecer?
Bem, há várias saídas, como pra tudo que a gente ama e tem que se afastar...
1. A gente pode levar as plantas junto...
2. Quando isto é impossível, a gente fica só com as lembranças boas. É frustrante, se a gente não puder reconstruir o que nos dava prazer e alegria em outro espaço, recomeçar de outra forma.
3. Pra não sentir falta a gente usa uma defesa...ou se desliga porque sabe que leva o amor pela criação e vai criar outro no lugar em que a gente vai ou...
A gente transforma o jardim antes - o ambiente então volta a ser o vazio que a gente encontrou antes. Ou o próprio ambiente se deixa transformar, vencido pela ação do tempo que traz o vento sul.
Ao olhar para o que voltou a ser vazio e perdeu o sentido, a gente parte sem saudades, aceita o irremediável sem pena, porque não há mais nada ali do que a gente amava. Às vezes, se destrói antes de partir.
Passamos a pensar que esta perda faz parte da vida.
Podemos pensar que o que deixamos para trás não nos fará falta...
Mas há pessoas que sempre vão pensar que poderiam descobrir um modo criativo de preservar o que havia de bom, levando consigo o desejo de reconstruir
Texto e fotos;: Vera Alvarenga
Os quintais são espaços que tenho encontrado vazios.. a gente transforma e cuida, planta e um dia, floresce, dá frutos. É como relacionamentos importantes na vida.
Ah! dá trabalho, mas vale a pena!
A gente cria um vínculo de amor e bem-estar neste ambiente mágico.
Basta sair lá pra fora, entrar em contato, e a gente fica feliz. Adorei todo tempo que passei nos quintais...quando a gente ama ou gosta, é claro que a gente cuida...
E, sempre há os passarinhos...
Mas e aí? e quando uma mudança inevitável tem de acontecer?
Bem, há várias saídas, como pra tudo que a gente ama e tem que se afastar...
1. A gente pode levar as plantas junto...
2. Quando isto é impossível, a gente fica só com as lembranças boas. É frustrante, se a gente não puder reconstruir o que nos dava prazer e alegria em outro espaço, recomeçar de outra forma.
3. Pra não sentir falta a gente usa uma defesa...ou se desliga porque sabe que leva o amor pela criação e vai criar outro no lugar em que a gente vai ou...
A gente transforma o jardim antes - o ambiente então volta a ser o vazio que a gente encontrou antes. Ou o próprio ambiente se deixa transformar, vencido pela ação do tempo que traz o vento sul.
Ao olhar para o que voltou a ser vazio e perdeu o sentido, a gente parte sem saudades, aceita o irremediável sem pena, porque não há mais nada ali do que a gente amava. Às vezes, se destrói antes de partir.
Passamos a pensar que esta perda faz parte da vida.
Podemos pensar que o que deixamos para trás não nos fará falta...
Mas há pessoas que sempre vão pensar que poderiam descobrir um modo criativo de preservar o que havia de bom, levando consigo o desejo de reconstruir
Texto e fotos;: Vera Alvarenga
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Realidade ou Ilusão?
Reflexos não são a realidade
Contudo, dependendo do ângulo
São mais bonitos que ela...
Realidade também é Maia, sob certo aspecto é a realidade uma ilusão...
Quero criar uma ponte entre elas
quero inventar minha vida,
decidir sobre meu destino
e escolher quando ir de um ponto a outro...
Texto e fotos: Vera Alvarenga
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Meu doce amor é semente...
O sentimento era tão doce
e às vezes, tão arrebatador,
que é fácil entender o lamento
por não poder vivê-lo.
E desejo, só existe enquanto
planejamos satisfazê-lo.
Impossível, vira sonho, ilusão.
Necessário se fará, esquecer.
Contudo, na paz que caminho
hoje de um campo deserto,
olho para o céu aberto,
na noite que se avizinha,
sob os pés a areia me queima,
mas o gesto já tinha feito,
porque brotava do peito,
nascia do corpo e da mente,
natural fruto, do coração,
como a maçã da serpente
- quis tocar uma estrela!
Porque, meu doce amor é semente,
que trago na minha mão.
Poema: Vera Alvarenga
Foto: Google imagens.
e às vezes, tão arrebatador,
que é fácil entender o lamento
por não poder vivê-lo.
E desejo, só existe enquanto
planejamos satisfazê-lo.
Impossível, vira sonho, ilusão.
Necessário se fará, esquecer.
Contudo, na paz que caminho
hoje de um campo deserto,
olho para o céu aberto,
na noite que se avizinha,
sob os pés a areia me queima,
mas o gesto já tinha feito,
porque brotava do peito,
nascia do corpo e da mente,
natural fruto, do coração,
como a maçã da serpente
- quis tocar uma estrela!
Porque, meu doce amor é semente,
que trago na minha mão.
Poema: Vera Alvarenga
Foto: Google imagens.
"Vende-se tudo- motivo mudança!"
- "Vende-se quase tudo!"
Armários, poltrona,criado-mudo,
mesinhas, espelhos de mosaico,
vinte, trinta, quarenta reais !
Esculturas de mulheres nuas,
quadros, que eu mesma pintei!
Tem máscaras, que jamais usei...
Dou também quinquilharias
que já não preciso mais.
Motivo? Dos pertences me desfaço,
logo vou para novo espaço.
Lá farei outros cantinhos,
cantarei em novo compasso.
Mudar é difícil... me cansa,
mas não me assusta.
Mudei pouco em criança,
depois, não consegui mais parar!
É oportunidade que a vida traz
quer queiramos ou não,
pra gente poder recomeçar.
Coisas boas sei que virão,
nem que eu tenha de inventar.
Frutos e flores dos meus quintais,
quem quer, quem dá mais?
Vasos, plantas, passarinhos...
Terei saudades destes bichinhos.
Só não posso me desfazer
do meu desejo de amar,
sem este, não sei viver.
Levo comigo, escondido e
bem guardado,o direito de sonhar.
Então, minha gente, "vendo quase tudo"
e contente ! Quem quer comprar?
Quem aceita, mesmo de graça,
algumas coisas que abandono?
Só não ofereço meu coração
que este, nunca esteve à venda,
e já o entreguei a seu dono.
Fotos e versos: Vera Alvarenga
Armários, poltrona,criado-mudo,
mesinhas, espelhos de mosaico,
vinte, trinta, quarenta reais !
Esculturas de mulheres nuas,
quadros, que eu mesma pintei!
Tem máscaras, que jamais usei...
Dou também quinquilharias
que já não preciso mais.
Motivo? Dos pertences me desfaço,
logo vou para novo espaço.
Lá farei outros cantinhos,
cantarei em novo compasso.
mas não me assusta.
Mudei pouco em criança,
depois, não consegui mais parar!
É oportunidade que a vida traz
quer queiramos ou não,
pra gente poder recomeçar.
Coisas boas sei que virão,
nem que eu tenha de inventar.
Frutos e flores dos meus quintais,
quem quer, quem dá mais?
Vasos, plantas, passarinhos...
Terei saudades destes bichinhos.
Só não posso me desfazer
do meu desejo de amar,
sem este, não sei viver.
Levo comigo, escondido e
bem guardado,o direito de sonhar.
Então, minha gente, "vendo quase tudo"
e contente ! Quem quer comprar?
Quem aceita, mesmo de graça,
algumas coisas que abandono?
Só não ofereço meu coração
que este, nunca esteve à venda,
e já o entreguei a seu dono.
Fotos e versos: Vera Alvarenga
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Devolve-me as asas...
Vivias num mundo tão real!
Eu não era da terra, eu voava,
só de passagem ali estava,
aturdida, perdida me encontrava,
nos esbarramos,em dor quase igual.
Então, com imensa compaixão
quase sem forças, te incentivei
a usar tuas asas e...voar!
que as minhas,não sabia encontrar,
e te desejei ver livre e feliz.
Como a um pássaro ferido
com cuidado, te curar, eu quis
mas ao tocá-lo... me curei.
Agora sou eu que te peço:
- Volta à terra! Volta!
Precisarei puxá-lo pelos pés?
Não consigo, me entristeço,
e tudo me parece de revés
já não me reconheço
nem sei mais quem tu és.
Acho que trocamos de lugar,
eu cá na terra, você no ar!
Vem, desce por um momento,
desfaz a dor deste encantamento,
ou devolve-me as asas e vem me beijar.
Foto e poema: Vera Alvarenga
Eu não era da terra, eu voava,
só de passagem ali estava,
aturdida, perdida me encontrava,
nos esbarramos,em dor quase igual.
Então, com imensa compaixão
quase sem forças, te incentivei
a usar tuas asas e...voar!
que as minhas,não sabia encontrar,
e te desejei ver livre e feliz.
Como a um pássaro ferido
com cuidado, te curar, eu quis
mas ao tocá-lo... me curei.
Agora sou eu que te peço:
- Volta à terra! Volta!
Precisarei puxá-lo pelos pés?
Não consigo, me entristeço,
e tudo me parece de revés
já não me reconheço
nem sei mais quem tu és.
Acho que trocamos de lugar,
eu cá na terra, você no ar!
Vem, desce por um momento,
desfaz a dor deste encantamento,
ou devolve-me as asas e vem me beijar.
Foto e poema: Vera Alvarenga
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Reflexo de mim...
Meus sonhos são, muitas vezes, um reflexo
mais belo do melhor que há em mim...
Porque, em nossas limitações, não somos belos sob todos os ângulos...
eu sei que não sou...
Eles, não são tudo o que sou...
Nem eu posso ser tudo que sonhei...
Queria ser, só por um dia, como a árvore que toca o rio em sua transparência, e por ele é tocada, da mesma forma, com a mesma intensidade...
Queria ser, só por hoje, como a natureza
ela não se atrapalha,
se comete erros não se importa,
ela não teme,
ela nem ao menos sonha...
Ela realiza,
ela apenas é.
Texto e fotos: Vera Alvarenga
sábado, 5 de novembro de 2011
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Há músicas que valem por mil imagens...
Existem músicas que falam mais que mil imagens... palavras que a gente já quis dizer,ou disse...
Existem músicas que cantam coisas que a gente...quem diria...não pode mesmo nem justificar...
nem com todos os unguentos e magias a gente pode curar...
Às vezes, doces memórias são o que restam para lembrar... e há palavras que a gente nunca queria ter de dizer, pois nos levam a saber que é hora de nos despedir de um sonho que não encontra esperança ou meios de se concretizar... E o possível se transforma em mais uma realidade impossível de trazer os momentos felizes que se queriam colher... e o mundo vai se conformando em fazer-se apenas dentro do limite do real, e perde sua magia...os que não são íntimos do mundo mágico paralelo ao considerado real, conformam-se e seguem para sempre, em paz...
nem com todos os unguentos e magias a gente pode curar...
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Flores para este dia...
Desde cedo, no meu jardim
procuro flores para colher
e as mantenho junto a mim
pensando em oferecer
a quem perdeu alguém...
São singelas flores
de todas as cores
para os corações feridos
pela morte dos sonhos
ou de seus queridos...
Ofereço meu abraço
sentido, emocionado,
meu silêncio e respeito
a você que sofre calado
a dor de um amor desfeito...
Não é que me faça de forte
porque bem sei, temo a morte,
mas ainda assim trago no peito
a esperança e o reconhecer
que cada dia tem novo amanhecer...
Versos e fotos: Vera Alvarenga
domingo, 30 de outubro de 2011
Nosso olhar...
O que deixamos entrar pelo nosso olhar?
Os sentidos nos conectam com o mundo e nossa vida se torna mais rica se através deles pudermos também ver, ouvir, sentir o que é bom e belo.
E com isto estaremos sendo nutridos...
Se você me toca com seu amor, você me enriquece..
e meu corpo, que tem memória, desejará
sentir novamente o que lhe trouxe sensação
de vida, prazer e tranquilidade.
Se você me mostra o que é belo, meus olhos reconhecerão a beleza com maior facilidade.
Quando você me toca com um gesto ou seu doce olhar, desarmado e disponível,
em meu coração a alegria transborda e por um tempo precioso demais para mim, sou feliz!
Porém, não posso disfarçar a tristeza
quando você se vai....
Fotos e texto: Vera Alvarenga
Os sentidos nos conectam com o mundo e nossa vida se torna mais rica se através deles pudermos também ver, ouvir, sentir o que é bom e belo.
E com isto estaremos sendo nutridos...
Se você me toca com seu amor, você me enriquece..
e meu corpo, que tem memória, desejará
sentir novamente o que lhe trouxe sensação
de vida, prazer e tranquilidade.
Se você me mostra o que é belo, meus olhos reconhecerão a beleza com maior facilidade.
Quando você me toca com um gesto ou seu doce olhar, desarmado e disponível,
em meu coração a alegria transborda e por um tempo precioso demais para mim, sou feliz!
Meu olhar reflete a alegria, no momento em que eu sinto que você, de alguma forma, quer estar comigo
Porém, não posso disfarçar a tristeza
quando você se vai....
Fotos e texto: Vera Alvarenga
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