quarta-feira, 27 de março de 2013

Verde que te quero verde...


O que seria dos habitantes das grandes cidades se não fossem os Parques, o verde, a água que ainda se conseguiu preservar? 
O que seria dos olhares, se não pudessem na Natureza descansar?

Fotos ( Jardim Botânico - SP- Brasil) : Vera Alvarenga 

segunda-feira, 25 de março de 2013

Sem pressa...


Quando houver sombra neste banco, pego um livro e volto... sem pressa... 
(Jardim Botânico- S.P. fev/13)

terça-feira, 19 de março de 2013

A gota d´água e a enchente...

Foi assim, como uma gota que pingava,
inconstante e inesperada tortura
a qual eu nunca me acostumava...
e pingava, e pingava, imprevisivelmente,
justo no momento em que já não se esperava,
no instante em que acabava de me entregar
e relaxava,ouvindo o som calmo do farfalhar,
junto com a brisa suave que brincava nos galhos
da árvore sob a qual eu podia descansar...
Era lá, nos teus braços, que eu me queria segura.
E era assim que, de repente, acontecia,
e vinha não sei de onde uma corrente
de frio, de ventania, de coisa desabando,
da palavra fria, do gesto desencontrado,
como última gota que causa o líquido derramado,
que me surpreendia, me balançava, tirava meu chão.
Foi assim, como uma gota que antes pingava
e cai no que transborda e forma o rio e a enchente,
que cega, carrega tudo que é da gente,
e mistura na mesma lama o medo e a coragem
e expõe em desarranjo, as boas lembranças,
sonhos, esperanças, ao lado das fraquezas
de que somos feitos todos nós,
que me virei num instante, e o vi no retrato...
e minha mão o alcançou e de mim se apoderou
sentimento inesperado, o avesso de um carinho,
intenso, desnorteado. E eu te joguei longe!
Em mil pedaços, te estilhacei...
Minhas pernas tremeram, me ajoelhei,
não te reconhecia mais,neste momento, não!
Chorei. Lentamente, porque me faltava energia,
arrastando-me, catei teus cacos e os meus
pedaços de vidro que refletiam o que somos nós.
Não havia nenhum pedaço perfeito,
mas nenhum deles era só imperfeição.
Juntei cacos e lembranças, refiz a imagem
a partir do sentimento que jamais se quebraria,
porque, perfeito, está moldado em meu coração.

Foto e poema: Vera Alvarenga
  

sexta-feira, 15 de março de 2013

Vem, larga tudo por alguns momentos...

 - " Quando alguns pesos começam a se soltar de nossos ombros e a gente vê que está tudo bem, dá um
    alívio...então bate uma preguiçaaaa..... ufa!".....

Vem, larga tudo, vem curtir por alguns momentos, esta preguiça merecida aqui comigo!

Foto: Vera Alvarenga

terça-feira, 12 de março de 2013

Um novo visitante...

 A primeira vez que o vi fiquei
surpresa e maravilhada.
 Tão lindo, deve ser uma Saíra... e
aqui, solto no meu terraço!

 Por uma semana ele nos visitou...

 Não voltou mais... o que terá acontecido com ele?

  De qualquer modo, adorei a visita.


Texto e foto:Vera Alvarenga

sábado, 9 de março de 2013

Um vídeo inspirador com belíssimas imagens

Já falei aqui no blog, como sou grata por poder enxergar detalhes da natureza e que, ao me aproximar em silêncio do belo nela, foi quando me senti mais próxima a algo infinitamente maior do que nós - Deus.
A beleza que há nos movimentos e cores da vida nos surpreende e sensibiliza. Isto nos relembra o sentimento de amor e gratidão. Por vezes, me senti inadequada, desconfortável com o grau de sensibilidade que experimento. É diferente para cada um dos "tipos" de pessoa a que podemos pertencer...
Adoro ver, nas minhas fotos, apenas aqueles detalhes em destaque, abstraídos de tudo o mais. E certa  inadequação se deve, naturalmente, a dificuldade que encontramos de conciliar o que sentimos com o que é possível viver no dia a dia e, mais ainda, diante das pessoas com as quais convivemos ou que nos julgam, diante de nossos próprios limites na coragem de demonstrar o que sentimos e do próprio mundo que, esta aí em toda a sua concretude e, em seu movimento constante,exige de nós uma tomada de posição a cada momento.
Encontrei este vídeo no FACE de uma amiga, que pegou de outra, que pegou no Youtube.

Vale a pena ver e nos relembrar dos sentimentos que, se mostram nossas fragilidades, também são os mais nobres que acompanham nossa humanidade. O autor, de maneira magnífica, sabe dividir conosco seu modo de viver a vida... e dividindo, compartilhando ele multiplica, fortalece... Lindo,lindo! é como uma oração...
Texto:Vera
Vídeo: Youtube

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Sonho de amor...

Quando estou sozinha lembro teu rosto,
imagino o semblante sério, compenetrado,
de repente abrir-se num sorriso disfarçado
só porque lembraste de mim.
Porque o amor é assim,
generoso sonha, igualmente deseja,
trago-te refletido no coração,
mesmo que não o veja,
e me alegra fantasiar que te lembras
e imaginas também, como seria bom
estarmos juntos neste momento.
Me chamas: vem! Em teu abraço se desfaz
o medo, entregam-se corpo e alma
num suspiro de alívio, como se
finalmente encontrassem o lar.
E porque amar é assim,
nos faz capaz de sonhar,
do mesmo modo tua cabeça descansa
no meu peito e, das tuas dores, quase refeito,
vejo-te escolher o mesmo que eu
- juntos podemos caminhar, em paz.
E diante de nossa escolha de amar
e da calma que isto nos traz,
se há bem que a vida pudesse nos dar
neste meu sonho de amor antiquado,
seria, por nós, ainda alcançado.

Texto e foto: Vera Alvarenga

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Em poucos segundos...

 Tudo se moveu, em instantes,
naquele mundo, entre nuances
indo de um lado a seu oposto.
... De um colorido febril,
em meio a alegria das canções
e sons e risos e festa e cor,
aquela juventude, em segundos,
experimentou no tumulto,
gritos de susto, de medo e horror.
E daquele instante no qual a chama
que brincava no sinalizador
tornou-se a causa de tanta agonia,
pouco tempo se passou para que
tudo se transformasse, como fumaça,
em negra tristeza, amargura e dor,
que dilacerou os corações,
dos que lá não foram.
Havia, naquele dia, mais mortos
do que os 236, pois em silêncio
ou sussurro, caminhavam, ainda
que disfarçassem sua própria morte.
Para eles, os que aqui ficaram,
o mundo perdera sentido e cor.
Minha alma deseja e pede e ora,
por uma benção de consolo
aos pais, amigos e familiares
dos amados que foram embora.
E num momento de medo, vi,
talvez por anseio de esperança, fé,
desejo e parece que ouço até
o primeiro que encontrou a saída...
-Hei, amigos! É por aqui!
Olhem aquela luz. Venham!
Estamos finalmente salvos!
Quem é que nos abraça
e nos recebe com tanto amor?
Ah! Senhor! então és tu?
Estamos nos braços de Sua Graça.

Foto e poema em solidariedade aos jovens mortos numa festa, em incêncio de uma boate em Santa Maria, RS, no final de semana de 26/27 de janeiro-2013.



terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Interpretações....

  Todas as manhãs e às tardes também  pequenos pássaros cantantes vem
felizes, comer frutas no meu terraço.
  Interpretam suas canções, cada um a seu modo.
  São os assim chamados : "sanhaço" .
Há o sanhaço azul, e o verde,
dependendo das cores que tem.
Tão habituada estou com eles
que ao ver de longe as asas
verdes do sanhaço, já sei
que vou ouvir seu canto,
o mais delicado, no meu terraço.


A natureza faz surpresas.
E nos ensina, basta olhar...
Dos pássaros que aqui vem,
hoje digo, com certeza,
- "nem todo pequeno alado
de tom esverdeado
é um sanhaço..."
   E isto me faz lembrar...
- "nem todo aquele que cala,
 consente..."
- "nem toda aquela que duvida,desmente..."
- "nem toda palavra tem o significado exato que interpretamos, quando não  fomos nós que a dissemos..."

Há de se ter o espírito aberto para se aprender, sempre.
E tolos são os que se ofendem porque alguém lhes pergunta o que querem dizer....
Afinal, nem tudo que parece, é.
Não é?

Fotos e texto: Vera Alvarenga.


quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

A árvore, a mulher e o menino...

Havia uma árvore ali em algum lugar. A mulher passava e não a viu, mas viu o carro. E nele estava a árvore, nua como ela, e também as suas pétalas que antes a enfeitavam... 
O carro estava lindo! E ela teve uma idéia. Inspirada por aquela imagem (seria uma simples ilusão como aquelas sombras na caverna?) criou uma realidade. E escreveu o rascunho de um livro que chegou às mãos de um menino triste. Ele folheou as páginas de papel feito de árvores, e leu as palavras que falavam daquela outra que havia em algum lugar. Sorriu.
Um dia o menino, que já sabia sorrir, criou sua própria realidade, cresceu e conheceu outros lugares no mundo. O mundo era bem maior do que aquela rua onde havia aquela árvore em algum lugar, e onde nasceu uma idéia, graças a uma ilusória imagem. O menino, que voltou homem feito, cheio de idéias e ilusões, falou a 12 meninos tristes sôbre aquela história..... e.....

 Crônica fotográfica: Vera Alvarenga.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Como cabe uma árvore iluminada no meu carro?

  Da mesma forma que vejo refletir um grande sonho em meu coração, e em minhas atitudes reflete aquilo em que acredito!

Foto/texto:Vera Alvarenga

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Quando vieres novamente...


Se soubesses do carinho
que me envolve quando lembro
do que sentia quando
nos encontrávamos...
Ah! mas hoje vi teu olhar
postado na minha janela!
Vieste roubar-me o sorriso
que guardo sempre pra ti?
Tua presença me faz bela.
E para o jardim, eu corri
a ver se te encontrava.
- Espera! ordenei para mim,
- Volta! certamente ele já foi,
só queria o que lhe faltava.
A mim, deixou-me o olhar,
aquele que eu adorava.
Só faltou-me a palavra
com a qual antes me chamavas.
Quando voltares novamente,
traz qualquer palavra tua,
qualquer uma e fico contente.
É tudo tão simples para mim,
que talvez não compreendas.
Porque hoje sei, somos assim,
sem expectativas nem promessas,
sem horizontes à frente,
não há futuro, só o presente
das palavras escritas no papel.
Somos o quase nada delicado
como brisa a tocar nossa pele,
ou a borboleta a beijar o rosto
que por um gesto mais ousado,
se assusta e se vai, de repente...
Proponho sermos apenas canção,
então, como a do pássaro dourado,
que nos eleve a alma e encante,
apenas isto, e será o bastante.
  - Poema e foto: Vera Alvarenga

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

...como fogo a me dissolver...

- "Querida,  me subestimou!
Tomou-me por quem não sou!
E esperou mais, enfim,
do que eu pretendia dar."
- Querido,subestimei a mim!
E ao desejo que me assombrou!
E pensei não suportar
a saudade que me invadiu,
uma tristeza que me ficou,
por não poder te tocar.
Mas de nada adiantaria...
tocar-te não bastaria!
O que eu via em ti e
estava diante de nós,
era como o ouro que derrete
no fogo que, a ele submete,
o ourives, que lhe dá a forma.
Era o amor que ali estava
e forte me seduzia,
e ardia e me queimava.
Carecia do teu olhar,
precisava de cuidado
aquele desejo de amar,
que em nada se transformaria
se não fossem dois a burilar.
Era desejo contido e ardente,
meio sublime, meio profano
como o sonho que me assombra
e me encanta eternamente...
Era preciso dois...
...como um fogo a me dissolver
e as tuas mãos a me acomodar
...como o teu corpo a me receber
como uma fôrma a me moldar...

foto: retirada do Google imagens
Poema : Vera Alvarenga


  

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Grades? sempre haverão...


Grades? Sempre haverão...
no meu mundo ou no teu.
Eu? tenho um dom...
no meu mundo, tenho asas,
passo entre as grades
solto o canto ou um grito,
e estou livre...
voo ao infinito ou
para onde for a imaginação.
E tu, como estás ?



Versos e foto: Vera Alvarenga

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Se eu não fosse mulher...

Distraída me perguntei: - hoje,
se não fosse mulher, o que seria?
Se eu fosse o teu jardim
num dos bancos sentarias
e nas tardes dolentes
ali, comigo dividirias
momentos de tua vida...
e um suave perfume de mim,
seria o discreto sinal
de que minha alma te ouvia
com meus atentos silêncios.
Melhor ainda seria, que
alguns dias pudesse ser
como a velha jabuticabeira
a te oferecer paz e sombra
e fruto doce, de primeira...
e assim, ao olhares para mim
saberias, que de tão antiga
sou digna confidente
e, para sempre, tua amiga.                        
Nos jardins e diante de velhas árvores
os homens não precisam se esconder.
Mais adequado porém,                  
à minha própria natureza,
e talvez a tua também,
é certo, indicado seria,
que eu pudesse ser a gata,
que sempre te faz companhia,
e como quem nada quer
ao teu redor permanece,
e se aproxima, de mansinho,
e brinca, e ao teu chamado,
se deita no colo ou ao lado,
te esquentando, ronronando
e sentindo no pelo macio
o calor do teu carinho.
Poesia e fotos: Vera Alvarenga          


terça-feira, 16 de outubro de 2012

Ao sol, na minha janela...


Quando no poente, a tua luz
vem aquecer minha janela, eu,
que sou fria, cimento e terra,
parede nua de uma casa antiga,
sinto a vida em mim, pulsante,
e na preguiça da tarde finda,
me entrego ao sonho e
sou tua amante....


Foto e poema:
Vera Alvarenga

domingo, 14 de outubro de 2012

Primavera dourada à minha janela...

 
Mesmo com os dias de frio,
pude flutuar no tapete verde e dourado
em frente à janela do meu apartamento...

Adoro o meu terraço... a janela do escritório...
por elas posso apreciar as árvores, os pássaros,
o local onde escolhi morar, é um privilégio,
e sou grata, mais uma vez, por poder ver
a natureza ao redor do "meu ninho"....




A Primavera, agora, está dourada...


Fotos: Vera Alvarenga
   

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Um dia, compreenderás?

Jamais compreenderás
o que foste para aquela
que outrora jovem, bela,
habitava convicta, em mim?
É que ela, instintivamente,
sempre andará comigo.
Um dia, entenderás
porque docemente a saudade
me lembra de ti, e me invade,
numa insistência muda, sem fim?
É que eu, intuitivamente,
adivinhei o melhor de ti, querido.
Ainda duvidas?
Despertaste quem já morria
só pra saber da dor de viver,
esta alma, o que já não podia,
presa no tempo do envelhecer?
Pois acredita! Não é difícil entender.
Se me foi possível um querer bem
tão doce e terno... Sinceramente!
é que é fácil gostarmos de alguém
que nos mostra possibilidades novamente.
Tu, sejas o que vi em ti ou não,
por teus próprios atos e palavras
ou pela natureza dos opostos,
tu serás o bálsamo e o espinho
que machuca e cura meu coração.
Eu? de contrastes também sou feita,
e de algum modo sempre te amarei
embora não possa dar-te total perdão
porque o amor te queria perto,
e tenho ausente a alegria
de pelo menos, por ti, saber-te bem.

Foto e poesia: Vera Alvarenga

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Tudo em paz...

Respiro fundo...na verdade, nem tanto,
apenas calmamente me levanto
e vou até a porta entreaberta.
Não sigo mais tuas pegadas,
nem as vejo no meu quintal.
Tudo se faz firme e quieto,
é morno e é seguro
como é certa a calmaria
que chega após um vendaval.
Tudo respira o mesmo ar,
não há vento, nem ventania.
Tudo me inspira a bocejar
na calma da alma
que não se espanta mais.
Já nem me lembro de mim,
dissolvida em tudo,e no mesmo tom.
Devo dizer-te, então, estou em paz?
Mas ainda me emociona ouvir o som
de um sanhaço no meu jardim.

Foto e poesia:Vera Alvarenga

domingo, 30 de setembro de 2012

domingo, 23 de setembro de 2012

Como a árvore, na Primavera...

Não somos só o que aparentamos...



Mesmo porque, a exemplo das árvores em frente
o meu terraço, somos semelhantes à natureza que
se transforma, tem ciclos, fases...








  Muitas vezes, oferecemos sombra, apoio,
alimento...
 como vi acontecer com estas árvores no verão e outono...










 De repente, chega o inverno, e tudo fica seco... aparentemente.
Nosso ninho fica à mostra, mas as emoções, não! E parece que, de nós, nada mais brotará...

 As duas árvores em frente o terraço de meu aptº
ficaram nuas, como muitas vezes me sinto. Em silêncio, mostravam o que eram, sem seus adornos,
não estando em fase de oferecer nada...

E assim somos nós em nosso esqueleto, em nossa estrutura essencial. Por vezes precisamos repousar.







Até que vi acontecer !
Bolotinhas começaram a brotar...
não eram frutos mas folhas enroladas, que aos poucos foram se abrindo como uma saia, numa dança ao vento.
E, sem pensar na razão e por quês, elas apenas voltaram a ser, e tudo verdejou novamente.

E os pássaros vieram e começaram a cantar alto e alegremente.



  E assim, nos vestimos de esperança pela vida... nós estávamos prontas para nova estação.
E colocamos nossos adornos ... novos brotos diferentes agora, anunciam o colorido das flores que, de novo ofereceremos...
Porque o que tem vida e é sã, precisa buscar a luz do sol e cumprir seu destino.

E viver, por sua missão de ser, é também um jeito de amar.

Esperemos para ver como estas árvores ficarão no
auge da Primavera.
Tomara que possam se encher de amor e cor...

Fotos e texto: Vera Alvarenga

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Magia do imponderável...

 Tu eras a mais delicada
de todas as possibilidades.
O gesto que, misteriosamente,
surgia do inesperado.
Eras como o mago
que não se deixa ver
quando da manga, sutilmente,
retira a carta escondida.
E eu, observava encantada
e trazia nos olhos, refletida
a alegria, de conhecer
em teus gestos, a nossa magia.
Tu me fazias de novo sorrir,
e eu me deixava levar,
pelo desejo de seguir contigo
através do mesmo mundo,
por um novo jeito de ver,
com sentimento profundo
e a possível leveza do ser.
Ah! Serias o meu abrigo,
e eu, o teu novo lar.
Estava com sede dos mistérios
que tu me ias revelar,
e ambos ficaríamos bêbados
na fonte deste nosso novo olhar...
Tudo era ainda magia, sutil,
imponderável, como é
a pequenina semente que
guarda apenas o potencial.

Foto e texto:Vera Alvarenga

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